A aprendizagem da leitura e as unidades cognitivas da memória

Anais do 7° Seminário de Pesquisas em Linguística Aplicada (SePLA), Taubaté, 2011. ISSN: 1982-8071. CD-Rom.

A APRENDIZAGEM DA LEITURA E AS UNIDADES COGNITIVAS DA MEMÓRIA

Daniel Martins da SILVA Mestrando em Linguística Aplicada (UNITAU) Carlos Alberto de OLIVEIRA (UNITAU)

Resumo: Aborda-se um assunto aparentemente pouco enfatizado na área de ensino: a memória e suas unidades cognitivas como um aspecto de grande importância na aprendizagem (de modo geral) e no da leitura, mais especificamente. Por essa perspectiva, o estudo da memória humana, um universo complexo e pouco explorado, poderia facilitar a compreensão de inúmeras problemáticas, auxiliar o indivíduo a organizar seu conhecimento e guiar futuros pesquisadores no desenvolvimento de metodologias que possam acompanhar a contento esse mecanismo cerebral. O arcabouço teórico que a embasa tal estudo, tais como as atividades, estratégias e os aspectos cognitivos do Processamento Textual situam- se na área da Linguística Textual. Ressaltar-se-á: a importância da memória de trabalho na Gestão do Conhecimento; a relação de memória e do aprendizado; a função do esquecimento e por último o funcionamento cerebral e neuronal. Discutir- se-á a problemática em relação à deficiência de um sistema de ensino no que concerne à pouca atenção que se dá ao assunto, e levantam-se questões acerca de caminhos que possivelmente se aproximariam mais do modo que o cérebro aprende. Por fim, levantam-se pontos que poderiam auxiliar os profissionais de ensino na geração de ideias, na tentativa de atenuar a dificuldade existente na relação ensino- aprendizagem (de modo geral) e no da leitura, mais especificamente 1. INTRODUÇÃO Um aspecto cognitivo de grande importância na aprendizagem é a memória. Atualmente e no entanto, discutem-se procedimentos didáticos e pedagógicos, conteúdos e práticas de ensino que seriam mais eficazes, sem que aquele aspecto cognitivo seja tangido. Porém, o que seria eficaz se não aquilo que permite ao cérebro reter na memória a informação por mais tempo, a fim de que, posteriormente, houvesse aprendizado e geração de conhecimento? Mas, muitas tendências atuais privilegiam aspectos sociais para explicarem circunstâncias da relação ensino-aprendizagem. Será que apenas isso seria suficiente para entender como o desenvolvimento e as aprendizagens ocorreriam? Não poderia ser o conhecimento do funcionamento das atividades neurológicas, tais como memória de trabalho ou memória de curto termo, um ponto de partida para o aprimoramento das estratégias de ensino?

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