Uma ferramenta computacional para subsidiar o professor inserto no ensino mediado por computador

pedagógico e o segundo, pelo conteúdo didático. No decorrer de seus trabalhos, esses agentes capturam o conhecimento de seu interesse do ED, referente ao caso recuperado do Espaço de Casos pelo agente Gerenciador de Casos, tratam esse conhecimento e, se julgarem apropriada a sua utilização, disponibilizam uma mensagem no ED que deverá disparar um novo diálogo entre o agente Dialógico e o Humano para confirmar a propriedade do aproveitamento desse conhecimento. Essa confirmação é realizada pelo estabelecimento de diversos diálogos com o educador. Alguns exemplos dessa interação podem ser vistos na Figura 3B (como e porquê construir objetivos de comportamento), 3C e 3D (que tipos de meios e de material didático, para essa nova mídia, devem/podem ser usados no desenvolvimento de conteúdos). O agente Didático, uma vez acionado, verifica o conteúdo didático do caso recuperado, propõe diálogos de confirmação com o educador, a serem estabelecidos pelo agente Dialógico, e mediante inferências, tem condições de sugerir estratégias de atuação para o educador, considerando: público alvo, perfis de educandos, faixa etária, ambiente educacional a ser utilizado (presencial, EMC, EAD etc.), além de outros fatores que possam ser julgados adequados para a condução de um planejamento educacional satisfatório. Dessa forma, vão sendo estabelecidos diálogos até que os agentes artificiais e humanos envolvidos no processo de solução do problema julguem ter conhecimento apropriado para o finalizar a composição do caso. Existe uma real necessidade de orientação aos educadores interessados no EMC, isso porque, muitos docentes têm dificuldades de usar o computador na educação. Tais dificuldades não dizem respeito apenas ao aspecto prático (manipulação de equipamentos e utilização de programas), elas envolvem também a percepção de que o uso do computador modifica o cenário educacional, implicando uma nova postura a ser assumida por educadores e educandos. Muitas vezes, os educadores que decidem utilizar o computador para implementar suas atividades educacionais, apenas adaptam o conteúdo, elaborado para ser ministrado no tempo limitado da aula presencial para o computador. Conforme mostrado, um conteúdo gerado dessa forma não atende às características intrínsecas ao EMC, pois ele foi preparado para a educação presencial tradicional: ensino por meio de aulas expositivas (lousa, giz, retroprojetor etc) e não por meio de uma tela de monitor de vídeo. Não sendo adequado ao meio, o conteúdo pode ser desmotivante e perder em relação à didática. Atentar para esse fato é de extrema importância. Essa situação se agrava quando o EMC se dá a distância, pois separado do educador, o educando terá, necessariamente, que suprir suas necessidades, assumindo uma postura ativa e auto-suficiente; o que está diretamente relacionado à preparação de um conteúdo condizente com a mídia a ser utilizada. Sendo assim, uma metodologia fundamentada em bases sólidas tem potencial para incrementar o meio educacional, visto que ela permite a melhoria da qualidade dos conteúdos preparados para EMC: eles se tornam mais apropriados. Além disso, há também o aspecto computacional: a partir da metodologia foi gerado um modelo computacional que pode ser utilizado para embasar o desenvolvimento de 3 Conclusão

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