Intertextualidade como fator de avaliação de aprendizagem em tempo real

CTbservam-se, para a consecução de tal tarefa, conceitos de navegação hipertextual, de textualidade e de recursividade.

1. Algumas palavras iniciais

1. 1. Sobre o h ipertex to e o p roced im en to recursivo

Koch (2003, p. 63) conceitua hipertexto como:

[...] um suporte lingüístico-semiótico hoje intencionalmente utilizado para estabelecer interações virtuais desterritorializadas. Segundo a maioria dos autores, o termo designa uma escritura não-seqüencial e não-linear, que se ramifica e permite ao leitor virtual o acessamento praticamente ilimitado do outro textos, a partir de escolhas locais e sucessivas em tempo real (grifo nosso).

Diz ainda Koch(2003, p. 65) que “Pode-se afirmar que os links dêiticos são táticas discursivas que permitem cercar determinado problema por todos os possíveis ângulos e perspectivas”. E acrescenta que “explorar o hipertexto não é tarefa fácil, exigindo um bom controle do hiperleitor na construção de uma continuidade de sentido”. Dias (2002c) corrobora tal enfoque, sobre a função de autor exercida pelo navegador hipertextual, dizendo que:

Nesse sentido hipertexto e teoria contemporânea, reconfiguram o autor sob diversos aspectos - tanto na teoria do hipertexto como na teoria literária as funções do escritor e do leitor tomam-se profundamente entrelaçadas. Por um lado hipertextos transferem parte do poder do escritor para o leitor pela possibilidade e habilidade que este último passa a ter de escolher livremente seus trajetos de leitura elaborando o que poderíamos denominar “meta-texto”, anotando seus escritos junto a escritos de outros autores e estabelecendo links (nexos ou interconexões) entre documentos de diferentes autores de forma a relacioná-los e acessá-los rapidamente. [...] O hipertexto é também uma forma de estruturação textual que faz do leitor, simultaneamente, um co-autor do texto, oferecendo possibilidades de opção entre caminhos diversificados, de modo a permitir diferentes níveis de desenvolvimento e aprofundamento de um tema.

E que Koch (2003, p. 63) ratifica, quando diz que:

Contudo, essa robustez e potencialidade teórica do hipertexto perde-se quando de sua operacionalização computacional: não se permite que o texto criado pelo navegador hipertextual possa ser compartilhado, pois permanece o mesmo no domínio da memória

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