Curso Técnico em Agropecuária - Módulo II - Supervisão das Cadeias Agrícolas

Nas culturas anuais, como soja e milho, a agilidade e a precisão são decisivas. O cruzamento entre COH, PHM e PO permite avaliar o impacto de cada etapa do ciclo. Por exemplo, se o COH cresce, mas o ROI perma nece estável, pode haver desperdí cio de insumos ou baixa eficiência de colheita. Ajustes de logística e capacitação de operadores são medidas que se re fletem diretamente na rentabilidade.

Fonte: Getty Images.

Nas culturas perenes, como a cana-de-açúcar, a análise deve considerar o longo prazo. Comparar o COT e o PHM ao longo das safras ajuda a detectar perdas de eficiência na mecanização. Se a produtividade se mantém estável, mas o custo por tonelada aumenta, isso pode indicar desgaste do maquinário, compactação do solo ou aumento do consumo de combustível, situações que pedem replanejamento do manejo e renovação gradual dos talhões.

Em sistemas florestais, como eucalipto e pínus, os indicadores são usados para planejar o ciclo completo. O COT, o ROI e o Ín dice de Mecanização (IM) ajudam a definir o melhor momento de corte e o método de transporte mais viável.

Cálculo certo O IM representa a proporção das operações realizadas com máquinas em relação ao total de operações do sistema, por meio da fórmula: IM ​= [(Operações mecanizadas) / (Operações totais)] x 100

Um IM de 80%, por exemplo, indica que a maior parte das atividades, preparo, plantio e colheita, foi mecanizada. Em florestas, isso influencia diretamente o custo de produ ção e a eficiência do ciclo.

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